Forró pode virar 'Patrimônio da humanidade'. Entenda!

Nordeste se uniu em prol deste reconhecimento

Publicado 24/03/2026 às 15:07
Atualizado 27/03/2026 às 22:46
Redação Forró Nordeste
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Em 2021 o Forró foi declarado um patrimônio imaterial do Brasil, pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), mas agora o gênero musical nordestino tenta dar um passo ainda maior e vai se candidatar a Patrimônio Imaterial da Humanidade, título que pode ser dado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), mas calma que não é tão simples assim e nós vamos falar um pouco sobre de onde surgiu a ideia e como anda o processo.

Na última quinta-feira (19), o Governo da Paraíba formalizou o pedido de reconhecimento das Matrizes Tradicionais do Forró como Patrimônio Imaterial da Humanidade. O documento com o pedido, que foi entregue ao IPHAN, conta com o apoio dos nove estados do Nordeste e é um verdadeiro dossiê dos vários motivos e argumentos históricos que fazem do forró raiz um candidato para ganhar esse status.

A solenidade de entrega do documento aconteceu no Theatro Santa Roza e contou com a presença de secretários estaduais de cultura de vários estados do Nordeste, como Irineu Fontes, do Sergipe; Cacau de Paula, de Pernambuco; Mary Land Brito, do Rio Grande do Norte e Luiz Eduardo, do Maranhã, além de representantes do IPHAN.

O Secretário de Cultura da Paraíba, Pedro Santos, comentou sobre o momento e falou sobre os próximos passos:

Nada mais legítimo do que a gente mobilizar as comunidades em torno desta candidatura. Realizamos diversas ações nos últimos anos para dar ainda mais visibilidade ao forró tradicional fora do Brasil. Levamos forrozeiros para dentro da Unesco, em Paris, pela primeira vez a sociedade civil entrou na Unesco para apresentar o forró. Então o que coube ao Governo da Paraíba, ao Consórcio Nordeste, foi feito. Agora é a vez do Iphan encaminhar o pedido ao Ministério das Relações Exteriores, que é o responsável por submeter candidaturas para a Delegação Permanente do Brasil junto à Unesco.

No próximo dia 31 de março o documento será encaminhado a Unesco. O título de Patrimônio Imaterial da Humanidade serve para reconhecer, valorizar e garantir a continuidade de expressões culturais, práticas e tradições que definem a cultura de uma comunidade. Um patrimônio "imaterial" é considerado vivo e passa de geração para geração. Em resumo, é mais um mecanismo para garantir que o forró raiz siga ultrapassando gerações ao longo do tempo. Na prática, o título também garante apoio financeiro em projetos de pesquisa, revitalização e documentação.

Mas é importante ter em mente que isso não acontece de uma hora para outra. Para o forró se tornar um Patrimônio Imaterial do Brasil, do pedido inicial até a concretização, levaram cerca de dez anos. A expectativa é que desta vez também deva demorar alguns anos, não necessariamente dez, mas um tempo considerável. Até lá, vamos torcer!